sexta-feira, janeiro 04, 2008


segunda-feira, junho 11, 2007

Ernesto Guevara de la Serna nasceu numa família com conforto económico, sustentada pelo pai arquiteto. Aos dois anos de idade Ernesto começou a ter os ataques de asma que o acompanhariam por toda a vida, facto que fez dele uma criança protegida, fonte de preocupação para os pais e motivo pelo qual mudaram várias vezes de morada.
Aos 12 anos mudaram-se para Córdoba, segunda maior cidade argentina, onde moraram perto de uma favela. A discriminação para com os mais pobres era comum à classe média argentina, porém Che não se importava e fez várias amizades com os favelados. A biblioteca da família reunia cerca de 3000 livros, e Che começou a interessar-se por poesia, filosofia, arqueologia e história. Na sua vida pode notar-se uma maior influência do lado materno.
Cinco anos mais tarde mudou-se novamente, agora para Buenos Aires decidido a estudar medicina, mas amava viagens e aventuras. Namoradeiro, atrevido e divertido, não pertenceu a nenhuma organização estudantil. Finalmente em 1949, ao lado de seu amigo Alberto Granado, aventurou-se numa longa viagem de motorizada, uma Norton 500 que apelidou de "La Poderosa II", pela América Latina para conhecer os seus habitantes e suas condições de vida, história e geografia. Apesar da avaria da motorizada, o sonho não teve fim.
Foi a partir dessa viagem, que começou a sentir e expressar-se como um latino-americano e não apenas como argentino, quando viu o desamparo, a exploração e a miséria como traço característico do continente.
No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu tornar-se um especialista no tratamento da doença. Che saiu dessa viagem chocado com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao longo do caminho e identificou-se com a luta dos camponeses por uma vida melhor. Mais tarde voltou à Argentina onde completou os estudos em medicina e se doutorou em alergologia. Escreveu o seu "Diário de Viagem".
Já envolvido com a política, com 25 anos volta a sair do país e não voltará mais para a Argentina. Foi até à Bolívia, onde ficara o amigo Granados, a trabalhar na pesquisa da lepra. Conheceu o advogado argentino Ricardo Rojo (Autor do livro Meu Amigo Che), que estava refugiado naquele país, pela sua actividade política antiperonista. "Vem comigo para a Guatemala, porque ali vai ter lugar uma verdadeira Revolução Social", disse-lhe.
Seguiram para Guatemala ele e Ricardo Rojo. Foi lá que Guevara conheceu a futura esposa, a peruana Hilda Gadea Acosta e Ñico Lopez, que, futuramente, o apresentaria a Raúl Castro no México.
Na Guatemala, Arbenz Guzmán, o presidente esquerdista moderado, comandava uma ousada reforma agrária, em que Che participou através do Instituto Nacional da Reforma Agrária, expropriando as terras da poderosa empresa norte-americana United Fruit Company. Em Junho de 1954, mercenários pagos pelos americanos invadem o país processando um golpe militar que derruba o governo constitucional de Arbenz e instala a ditadura do coronel Castillo Armas, fiel aos interesses exportadores da United Fruit, cujas terras são devolvidas (A United Fruit dominou os negócios e a política na América Central. Foi a primeira corporação moderna realmente multinacional, disseminando o espírito do capitalismo liberal. Mas, além de colher as frutas da região, a empresa exerceu uma influência formidável sobre os pequenos países, que eram muitas vezes governados por ditaduras corruptas. A United Fruit deu ao mundo não apenas bananas, mas também "repúblicas de bananas") .
É informado de que corre perigo e esila-se na embaixada Argentina. Hilda é presa, mas logo solta e ambos sairam legalmente do país. Tomaram a decisão de ir para o México, com Hilda já grávida, lá se casam em Agosto de 1955 e têm uma filha, Hilda Beatriz, Hildita.
Guevara compra uma máquina fotográfica e começa a ganhar a vida fotografando turistas nas ruas da capital, Cidade do México. E é até contratado por uma agência noticiosa Argentina para cobrir os Jogos Pan.Americanos de 1955, que se realizam no País. Ao mesmo tempo, escreve artigos científicos sobre sua especialidade, alergologia.
Em Junho, é apresentado a Raúl Castro, líder estudantil cubano recém-saído da prisão em Cuba. Poucos dias depois chega o irmão de Raúl, Fidel. Tiveram a famosa conversa de uma noite inteira onde debateram sobre política e, ao final, estava acertada a participação de Che no grupo revolucionário que tentaria tomar o poder em Cuba. Che relata essa noite:
"CONHECIO-O (FIDEL) NUMA DAQUELAS NOITES MEXICANAS FRIAS, E LEMBRO QUE NOSSA PRIMEIRA DISCUSSÃO FOI SOBRE POLÍTICA MUNDIAL. POUCAS HORAS DEPOIS - DE MADRUGADA -, EU JÁ ERA UM DOS FUTUROS EXPEDICIONÁRIOS. NA REALIDADE, DEPOIS DA EXPERIÊNCIA VIVIDA NAS MINHAS CAMINHADAS POR TODA A AMÉRICA LATINA E DO ARREMATE NA GUATEMALA, NÃO ERA DIFÍCIL INCITAR-ME A PARTICIPAR DE QUALQUER REVOLUÇÃO CONTRA UM TIRANO, MAS FIDEL IMPRESSIONOU-ME COMO UM HOMEM EXTRAORDINÁRIO. AS COISAS MAIS IMPOSSÍVEIS ELE ENCARAVA E SORRIA [...] PARTILHEI DO SEU OPTIMISMO. ERA HORA DE FAZER, DE COMBATER, DE PLANEJAR. DE DEIXAR DE CHORAR PARA COMEÇAR A LUTAR"
"MINHA IMEDIATA IMPRESSÃO AO OUVIR A PRIMEIRA LIÇÃO FOI A DA POSSIBILIDADE DE VITÓRIA, DA QUAL EU TINHA MUITAS DÚVIDAS QUANDO ME JUNTEI AO COMANDANTE REBELDE (CASTRO). EU ESTAVA LIGADO A ELE SOBRETUDO PELOS LAÇOS DA AVENTUROSA E ROMÂNTICA SIMPATIA, E PELA CONVICÇÃO DE QUE VALIA A PENA MORRER EM UMA PRAIA ESTRANGEIRA POR PURO IDEAL"
Em 25 de Novembro de 1956, com Fidel Castro e Che Guevara, os revolucionários partiram para mudar a história cubana, derrubando Fulgêncio Batista. Sofreram várias baixas. Os que sobreviveram dispersaram, passaram dias perambulando pela mata, enfrentando doenças, fome e iludindo tropas do governo que os perseguiam.
"Foi, talvez, a primeira vez em que fiquei diante do dilema de escolher entre minha devoção à medicina e meu dever como soldado revolucionário. Ali, a meus pés, estavam a sacola cheia de medicamento e uma caixa de munições. Seria impossível carregar com as duas, eram demasiadas pesadas. Eu peguei nas munições, abandonei os remédios e comecei a atravessar o descampado, tentando chegar ao canavial". Reunidos em Sierra Maestra Cienfuegos, Raúl, Fidel, Che e mais treze guerrilheiros reorganizaram-se e, com o crescente apoio dos camponeses, foram travando e vencendo pequenas batalhas contra Fulgêncio.
Nesse momento, Guevara já se destacara como um dos mais competentes guerrilheiros e, assim, Fidel concedeu-lhe o posto que até então só ele possuía, o de comandante. Enfim, em 1959 a Revolução Cubana concretizava-se e os guerrilheiros tomaram o poder.
As relações entre o governo de Fidel e os EUA tornam-se tensas a partir do momento que este tenta diminuir o domínio norte-americano sobre a economia cubana. Em Abril de 1961 a CIA invadiu Cuba com um exército de mercenários e refugiados cubanos. Esta invasão da Baía dos Porcos resulta num fracasso total. Com a ajuda da URSS, Cuba foi-se protegendo.
Che ocupou o cargo de director do Instituto Nacional de Reforma Agrária e posteriormente o de presidente da Banca Nacional, o de responsável pelas finanças do país, chefe do Banco Central Cubano.
Em 11 de Dezembro de 1964 discursa na ONU onde oferece o apoio de Cuba para as lutas de libertação no Terceiro Mundo.
Guevara queria levar o comunismo a toda a América Latina e acreditava apaixonadamente na necessidade do apoio cubano aos movimentos guerrilheiros.
"No momento em que for necessário, estarei disposto a entregar a minha vida pela liberdade de qualquer um dos países da América Latina, sem pedir nada a ninguém..."
Após uma volta pela África negra onde combateu pelo comunismo, volta a Cuba, desaparece da vida pública e, poucos meses depois, Castro veio a conhecer sua renúncia a todos os cargos e sua partida da ilha.
Deixa uma carta de despedida(aqui)
Me recuerdo en esta hora de muchas cosas, de cuando te conocí en casa de María Antonia, de cuando me propusiste venir, de toda la tensión de los preparativos.Un día pasaron preguntando a quién se debía avisar en caso de muerte y la posibilidad real del hecho nos golpeó a todos. Después supimos que era cierto, que en una revolución se triunfa o se muere (si es verdadera). Muchos compañeros quedaron a lo largo del camino hacia la victoria.Hoy todo tiene un tono menos dramático porque somos más maduros, pero el hecho se repite. Siento que he cumplido la parte de mi deber que me ataba a la Revolución cubana en su territorio y me despido de ti, de los compañeros, de tu pueblo que ya es mío.Hago formal renuncia de mis cargos en la Dirección del Partido, de mi puesto de Ministro, de mi grado de Comandante, de mi condición de cubano. Nada legal me ata a Cuba, sólo lazos de otra clase que no se pueden romper como los nombramientos.Haciendo un recuento de mi vida pasada creo haber trabajado con suficiente honradez y dedicación para consolidar el triunfo revolucionario.Mi única falta de alguna gravedad es no haber confiado más en ti desde los primeros momentos de la Sierra Maestra y no haber comprendido con suficiente celeridad tus cualidades de conductor y de revolucionario.(...)Otras tierras del mundo reclaman el concurso de mis modestos esfuerzos. Yo puedo hacer lo que te está negado por tu responsabilidad al frente de Cuba y llegó la hora de separarnos.Sépase que lo hago con una mezcla de alegría y dolor, aquí dejo lo más puro de mis esperanzas de constructor y lo más querido entre mis seres queridos... y dejo un pueblo que me admitió como un hijo.... .

Da revolução em Cuba até sua morte, amargou três mal-sucedidas expedições guerrilheiras.
A primeira na Argentina, em 1964, quando o grupo foi descoberto e a maioria morta ou capturada.
A segunda, um ano depois de fugir da Argentina, na actual República Democrática do Congo.
E por fim na Bolívia.
Ao partir para a Bolívia, escreve uma carta de despedida aos seus filhos, em que diz:
"Vosso pai é um homem que age como pensa e, é claro, foi leal com suas convicções..."
Tinha 5 filhos, um do seu casamento com Hilda Gadea Acosta e 4 com Aleida March de la Torre, professora e sua companheira na Sierra de Escambray, com quem se casou pela segunda vez.
Aos pais, escreveu: "Muitos me julgarão aventureiro, e sou; só que de um tipo diferente, dos que arriscam a pele para defender suas verdades".

Sem a barba e a boina tradicionais, disfarçado de economista uruguaio, Che Guevara entrou na Bolívia em Novembro de 1966. A ele se juntaram 50 guerrilheiros cubanos, bolivianos, argentinos e peruanos, numa base num deserto do Sudeste do país. O seu plano era treinar guerrilheiros de vários países para começar uma revolução continental. A posição boliviana era estratégica pois ocupava geograficamente o centro do continente sul-americano, mas, uma série de desentendimentos entre o PC boliviano e a guerrilha faz com que o primeiro retire o seu apoio, deixando Guevara e seus homens completamente isolados.
Guevara foi capturado em 8 de Outubro de 1967. Passou a noite numa escola de La Higuera, a 50 quilómetros de Vallegrande, e, no dia seguinte, por ordem do presidente da Bolívia, general René Barrientos, foi executado.
Coube ao sargento Mário Terán, disparar uma rajada de balas quando Che ainda estava deitado no chão batido da escola. Morreu aos 39 anos. Removeram-no para Vallegrande onde foi exposto sobre umas pias da lavanderia de um pequeno hospital. Lá amputaram-lhe as mãos para conferir com suas impressões digitais existentes na Argentina. Antes, tiram várias fotos. Durante os 28 anos seguintes ninguém se manifestou, até que o Gen. reformado Mário Vargas Salinas informou ao jornalista Jon Lee Anderson onde enterraram o cadáver.
Em 29 de junho de 1997, os restos mortais são encontrados, numa fossa em Vallegrande junto com mais 6 guerrilheiros.

A outra história...

Segundo Dariel Alarcón Ramírez, "comandante Benigno", cubano, historiador exilado na França e um dos três guerrilheiros que ainda estão vivos entre os cinco que sobreviveram à campanha do Che na Bolívia, a história da saída de Che de Cuba, foi bem diferente:

Alarcón entrou para a guerrilha aos 17 anos, lutou na Sierra Maestra ao lado de Guevara e de Camilo Cienfuegos. Até o nome de guerra "Benigno" foi inventado por Che, que o considerava um homem bom e leal. Ele aprendeu a ler e escrever com Guevara na selva, foi guarda-costas de Che em diferentes épocas, lutou novamente ao seu lado na fracassada operação do Congo e foi escolhido por ele para formar a elite dos guerrilheiros na Bolívia. "O último cubano com quem Guevara falou antes de morrer fui eu", conta Benigno, que conseguiu escapar da Bolívia ferido, voltou a Cuba e ocupou altos postos na hierarquia do regime comunista até Dezembro de 1995, quando se exilou na França.
"O Che era, com Fidel, o homem mais popular de Cuba e o único que podia discordar dele, dizer o que pensava", conta. "Fidel foi muito esperto. Guevara era duro na queda. Ele era o revolucionário mais inteligente de Cuba, brilhante, incorruptível, adorado pelo povo. O Che nunca foi visto como um estrangeiro, era mais cubano do que nós. Não dava para inventar mentiras sobre ele, prendê-lo, assassiná-lo, provocar um acidente, nada. A única maneira de se livrar dele era fazer o que Fidel fez".
Segundo Benigno, a traição começou quando Fidel instigou Che a lutar fora de Cuba. "Em Abril de 1964, Guevara reuniu com Fidel para dizer o que pensava dos rumos da revolução e da dependência cada vez maior de Cuba em relação aos soviéticos. A reunião durou 24 horas. Ninguém sabe exatamente o que foi dito, mas ao sair do encontro Che decidiu deixar Cuba. Ele não foi para o Congo para cumprir uma missão de Fidel, mas sim porque não tinha alternativa. Sua lealdade a Fidel impedia que ele lhe fizesse oposição publicamente"
"A missão africana foi um fiasco completo e muita gente até hoje não entende como o comandante guerrilheiro, com tanta experiência militar, se foi meter numa aventura daquelas.
A verdade é que não havia nada preparado. Foi uma surpresa para os africanos e até para nós, os cubanos que o acompanhavam", conta Benigno.
"Quando Che foi para o Congo, Fidel pediu-lhe que escrevesse uma carta, que pudesse livrar a responsabilidade dele diante dos soviéticos e não comprometer Cuba." Nessa carta, o número dois do regime despedia-se do povo cubano, renunciava à nacionalidade, aos cargos, aos títulos, a tudo.
"A condição foi imposta por Fidel, embora os termos não tenham sido ditados por ninguém." Benigno diz que o acordo era que aquela mensagem só seria divulgada se Che morresse ou se chegasse à vitória em algum país. "Foi só Guevara virar as costas e Fidel divulgou a carta. Ele sabia exactamente o que estava a fazer. Nós não tínhamos percebido isso. Estávamos no Congo, ouvindo o rádio e quase chorando de emoção com a carta que Fidel estava lendo quando Guevara, furioso, deu um pontapé no rádio e praguejou: 'O culto da personalidade não acabou com Stalin. Intencionalmente ou não, eu acabo de desaparecer da cena internacional.'
E foi sentar-se num canto, visivelmente abalado, sem falar com ninguém. Os serviços secretos cubanos enganaram-no em tudo. Eles garantiram que o Partido Comunista Boliviano (PCB) aderiria em massa ao projecto revolucionário. Os nossos esforços para entrar em contato com Cuba eram patéticos. Nós tentávamos, desesperadamente, pelo rádio ou através das pessoas que deveriam servir de agentes de ligação. Nada, nunca". "Só quando o Che já estava na selva se deu conta de que caíra numa armadilha. Era evidente, mas ele não dizia nada a ninguém. Esse era um defeito dele, nunca ter discutido isso connosco, seus homens, que estavam lá arriscando a pele com ele. Alguns, que tinham feito parte dos serviços secretos e sabiam do que estavam falando, chegavam a dizer: ‘Estávamos incomodando, eles nos mandaram para cá para se livrar de nós.’ Quando íamos muito longe nas críticas, Che resmungava: ‘Vocês não acham melhor parar de falar tanta merda?’ e ia embora. Foi fiel a Fidel até as últimas consequências, ao preço da própria vida, demonstrou lealdade absoluta, inclusive a quem o traiu e o enviou à morte"
"Se Fidel quisesse, ele poderia, nem que fosse para tirar só o Che. Nós teríamos aceitado sem pestanejar. Cuba poderia ter colocado um, dois, três milhões de dólares na mesa e comprado as pessoas certas. Mas isso nem era necessário. A Bolívia até hoje é um país onde você entra e sai como quer, por onde quer. Imagine então em 1967..."
A entrevista de Benigno continua por aqui até à desilusão final com o regime que ele ajudou a criar e que veio com o caso do general Arnaldo Ochoa, amigo dele desde Sierra Maestra.
Ochoa foi fuzilado em 1989 junto aos irmãos La Guardia, acusados de narcotráfico.
"Eu não podia mais fechar os olhos. Eu sabia que absolutamente tudo o que eles faziam era a mando de Fidel, que foi amigo deles a vida toda. Ochoa era um dos homens mais populares de Cuba, um herói nacional. Os gêmeos La Guardia também, e desde a vitória da revolução eles faziam pesca submarina – o que Fidel gosta mais na vida –, um de cada lado dele. E Fidel fuzila os dois! Aí decidi: tenho que ir embora."
Mas a ruptura só ocorreria seis anos depois. "Aceitei um convite para vir a Paris, no dia 30 de setembro de 1995, para um encontro de escritores, consegui trazer minha família e fiquei por aqui. "Eu sei que a minha saída abalou muito Fidel Castro. Ele ficou furioso, inclusive porque eu não fui para Miami juntar-me aos outros resistentes ou ganhar dinheiro nos EUA. Se Fidel Castro puder provar, com factos, que não traiu Che, que não o abandonou na Bolívia, eu volto a Cuba e me entrego para receber o castigo merecido. E assino um documento reconhecendo meu erro".
"Depois de trair Guevara, de ser o responsável pela sua morte, Fidel Castro tenta ainda utilizar o cadáver do Che, como vem fazendo há 30 anos. Todo mundo já entendeu que cada vez que Fidel agita o retrato de Guevara é para obrigar o povo cubano a apertar mais o cinto. É triste que tenha que ser um cubano a dizer isso, mas essa comemoração é uma ofensa à memória e aos princípios nobres pelos quais Che morreu ."

Presencia firme y clara / como estrella refulgente / sigue alerta y combatiente / comandante Che Guevara. / Hombres como tú no mueren / ni en la historia ni en el tiempo / cómo habrían de morirse / los hombres que son eternos."
Lo Eterno
, música de Carlos Puebla em homenagem a Che Guevara
Fonte: vários sites da Net